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Ride to Work, Work to Ride or die.

postado em 15 de fev de 2016 14:12 por Road Garage   [ 16 de fev de 2016 02:40 atualizado‎(s)‎ ]
Como os amigos puderam perceber, final do ano passado e começo desse ano, estive sumido, sem tempo para fazer postagens aqui no blog e responder os emails.

Desde que cogitei a hipótese da Moto Expedição Alasca, divido o tempo entre acertar a documentação (vistos, passaporte, seguros, etc... ), acertar a moto e a bagagem, estudar o roteiro, etc...  E claro, tenho trabalhado bastante, tentando fazer dinheiro e horas extras para que a viagem aconteça. 

Numa dessas, precisei receber um pagamento dentro da favela do Jacarezinho, uma das maiores e mais perigosas. Agora com a implantação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), e com a promessa de mais segurança na área, topei o desafio de entrar na favela de moto, já que a Dilminha guerrilheira (Sportster), vermelha comunista, não se deixaria abater.

Mesmo avistando alguns policiais, a poucos metros da UPP, o lugar não deixou de ser perigoso. Maloquei a grana rapidamente, e sai com a moto sob olhares atentos. Cheguei na garagem, hora de contar o dinheiro, a surpresa:


Na mesma semana, intenso tiroteio entre polícia e bandidos, resultando em dois policiais mortos. De lá pra cá, pipocaram noticias nos jornais sobre trocas de tiro na favela, e concomitante aumento de violência nos bairros vizinhos. Assaltos, assassinatos e sequestros.

Só posso achar que "deu ruim" na "marcação" das notas.

Agradecendo a Deus todos os dias por estar vivo, um dia indo trabalhar com a Ruanita (FXST), precisei abastecer. Dessa vez não me surpreendi com a quantidade de gasolina que entrou no tanque:


Como vcs já sabem meus amigos, o tanque da Softail tem capacidade volumétrica máxima de 18,9 litros. Já tive pane seca no Acre e no Uruguai, e as duas vezes com tanque seco, entraram 19,15L, erro que considero aceitável. Mas aqui é diferente, o golpe é, mais uma vez (Problemas com a lei: Bomba baixa), a bomba baixa.

O curioso, vale ressaltar, que dessa vez ao alertar o frentista que a bomba estava alterada, ele disse: "É verdade, ela está com problema... Olha!" E a bomba mesmo em descanso, incrementava de 50 em 50 centavos a cada 10 segundos, mais ou menos.

Mais curioso ainda, é o selo do INMETRO do ano de 2016 colado na bomba! Ou seja, esse ano ela já foi "aferida" (???)

Então, quando os amigos comentam sobre a Moto Expedição Alasca:

"Você não tem medo da polícia do México?"
"E a violência na Guatemala?"
"Fica esperto, vão te passar a perna em El Salvador..."
"Cara, cuidado com as FARCs (rs), Colombia é sinistro"
"A gasolina nos EUA é muito cara!"
"Se liga, o mundo tá muito perigoso"

Eu respondo:

Nós Brasileiros ganhamos de todos eles, talvez seja mais tranquilo ir até o Alasca que até a esquina.

(Esse fds um homem foi assassinado com um tiro no rosto, na esquina da minha rua, porque demorou a entregar a chave do carro numa tentativa de assalto. RIP...)

Se as coisas estão ruins, eu vou andar de moto, ainda tem lugares por ai que valem o rolé:

(Praia da Reserva - Rio de Janeiro - Brasil)


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