Día 20: Ushuaia

postado em 7 de jan de 2015 12:58 por Road Garage   [ 2 de fev de 2015 05:04 atualizado‎(s)‎ ]
Chegamos no fim do mundo, ou seja, estamos na metade da nossa viagem. Um dia para descansar seria bem interessante, e foi isso que fizemos. Mas cada um do seu modo. El Negro ficou no quarto, enquanto El Colorado foi "passear" pelo Canal de Beagle:


Não seria bem um passeio, já que velejar com essa ventania, frio do cacete e a nuvem de chuva no horizonte, poderia nos lembrar alguns perrengues expedicionários que encontramos ontem no museu de cera. Bom... A intenção é essa! IÇAR VELA:


O veleiro ia sereno a favor do vento, navegando pelas águas tranquilas do canal de Beagle. Já os sete tripulantes, aproveitavam seus trajes de pescadores mortais para se proteger do frio e da chuva:


Não se faz mais navegadores como antigamente. rs Fitz Roy está se revirando no túmulo!

Mas tem piores, fomos ultrapassados pelos coxinhas em seus barcos climatizados com café da manhã e azeite trufado:


kkk tem pra todos os gostos. Em alguns minutos estávamos na primeira pedra-ilha onde fica uma colônia de pássaros:


Interessante. Darwin também deve ter gostado:


Continuamos, interagindo com o vento, o frio, a chuva, o mar:


Até chegar na segunda pedra-ilha, onde os leões marinhos pareciam não se importar nem com a nossa presença, tomando o "sol" matinal enquanto tiravam um ronco:


Já estamos distantes de Ushuaia e conseguimos ver a cidade como um todo, espremida entre o mar e o final da cordilheira:


Já vimos diversos tipos de aves e leões marinhos em seu habitat natural. Agora o objetivo é um só, o tal do farol, cartão postal da cidade, símbolo do fin del mundo. Onde fica? 

No horizonte, lá depois da chuva. Toca o barco, que o vento está a favor:


Agora sim! Olha o cara ai! Puxei meu patch do bolso e batizei na água! Conquistado com sucesso:


Ponto mais austral, contornando o farol:


As aves alimentando os filhotes na pedra. Uma friaca absurda, como os ovos eclodiram eu não sei:


Mas se não voltarmos logo outro ovo vai eclodir de frio, já já! Congela tudo parceiro! rs

Ligamos o motor e começamos a voltar contra o vento:


E tome água pra dentro do barco. Contra o vento vai ser punk. Quando pensamos que a "brincadeira" não poderia ficar melhor, começa a chover outra vez, o capitão desliga o motor e iça a outra vela:


Velas contra o vento? Claro, há uma técnica para isso, senão as caravelas não navegariam os sete mares. Mas com o vento vindo da Antártida é assim:


Vai de lado, tomando rajada de vento que quase viram o barco! Se bobear cai na água:


Perguntei ao capitão, quanto tempo dura uma pessoa que por ventura caia na água nessa temperatura. "10 minutos, se tiver um psicológico bom."

Esperto é El Negro, dormindo na cama quentinha...

Depois de horas infindáveis (30 minutos) andando de lado com a água gelada passando embaixo de nós, chegamos em terra firme. 

Um brinde aos navegantes, realmente vocês são machos pra caralho. Ainda bem que não caí na água, porque meu psicológico não ia aguentar 2 minutos kkk Meu negócio é moto! Uma Beagle em homenagem:


Não pesquei porra nenhuma, mas fiz questão de comer outra centolla (king creab, caranguejo gigante). Depois do primeiro almoço da viagem, retornei ao Hostel e vejam só, lançamos moda na cidade:


Chamei El Negro, e fomos conhecer o presídio desativado, onde hoje funciona um museu. Na entrada do museu, uma surpresa:


O barco salva vidas dos expedicionários que ficaram 2 anos presos no gelo antártico. Puxavam esse barco no lombo. Tô falando, não é qualquer um não...

O presídio-museu bem legal, cada cela conta uma história diferente:


Vários tipos de histórias e exposições, desde Antártica, Terra do Fogo, Ushuaia, navegações, animais, índios, presos, expedições e até Patagônia. Em falar nisso, tá na hora de voltar:


Ai vamos nós outra vez!

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