Dia 21: Iberia - Jaci Paraná

postado em 12 de dez de 2013 11:09 por Road Garage   [ 19 de dez de 2013 07:07 atualizado‎(s)‎ ]
"Patrício! ... Patrício!" Pronto, acordei. Que diabos esse senhor me chama de Patrício, se já sabe o meu nome. Saí da barraca, já era dia, e pude ver onde eu estava:

(Iberia - Madre de Dios - Peru)

Aqui é assim, se tem porteira não tem cerca. Se tem cerca, não tem porteira. Aliás me "hospedei" no quintal mais chique da região: 3 metros de cerca, porteira com uma mão de tinta, e um telhadinho para proteger da chuva. Ah! Claro, alguém gentilmente vem lhe acordar para não perder o horário. O senhor de nome impronunciável me acordou as 7h, horário que combinamos no dia anterior. Tão cedo assim, não estava com fome, e como tinha comprado um panetone para o café da manhã, achei justo dá-lo ao homem, em forma de agradecimento, desejei que Deus o abençoasse nesse ano que está por vir. Ficou todo feliz.

Barraca desfeita, bagagem arrumada, percorri 60km até a fronteira, em Iñapari. Depois dos trâmites, tirei minha última foto nesse país que me recebeu muito bem:

(Iñapari - Madre de Dios - Peru)

E de agora em diante, Brasil! Sim, o Acre existe:

(Fronteira Madre de Dios - Peru | Acre - Brasil)

Acre! Agora caiu a ficha. Estou longe pra cacete de casa! Vou enrolar o cabo... Ou não:

(BR 317 - Acre - Brasil)

Bem vindo ao Brasil. Sorte que era pontual, a estrada melhora gradativamente. Primeiro um retão mão-dupla sem acostamento:


(BR 317 - Acre - Brasil)

Depois um retão mão dupla com duas faixas de rolamento e acostamento! Luxo demais!

(BR 317 - Acre - Brasil)

A estrada continua boa, atravessando do Acre até Rondônia:

(BR 364 - Divisa Acre | Rondônia - Brasil)

Se você pensar que está passando bem próximo da selva Amazônica, não é tão ruim assim. Aliás, em falar em selva, meu braço começou a ficar dormente lá pelo interior do Acre. Pensei que fosse por conta do guidão alto. Até sentir alguns "choques" anormais e desconfiar que tivesse um bicho passeando pelo meu antebraço. Não deu outra, nossa amiga vespa conseguiu entrar pela manga da jaqueta e me presentear com 11 ferroadas, apenas:

(BR 364 - Acrê - Brasil)

Dizem que na Amazônia se encontra cura para tudo, quem sabe não me dou bem com essas ferroadas. Porque até agora o braço está inchado. Pilotar em condições adversas, a gente vê por aqui.

Chegamos (eu, minha moto Juanita e a vespa) na balsa que atravessa o Rio Madeira, aqui no cantão do Brasil:

(BR 364 - Balsa do Rio Madeira - Rondônia - Brasil)

Pelo que andei conversando, entra licitação e sai licitação, e não constroem a ponte. Porque será? Ninguém imagina... (filho de político dono das barcas) Se você voltar na postagem anterior, você verá uma ponte que atravessei em Puerto Maldonado, grande e toda no metal, magnífica. Passa em cima do rio Madre de Dios, que é a versão Peruana do rio Madeira. Uma vergonha esse Brasil!

Aqui estamos no cantão mesmo, no meio do rio a fronteira é com a Bolívia:

(Rio Madeira - Rondônia - Brasil)

Continuei na estrada até o sol se por:

(BR 364 - Rondônia - Brasil)

Primeira cidade: Jaci Paraná. Primeiro hotel na beira da estrada, e aqui vou passar a noite.
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